Para a adaptação não ser um sofrimento (para você)

CONFIANÇA Para que seu filho se sinta bem na escola, você precisa confiar nela também. Quando o seu jeito de pensar é parecido com o da escola, a adaptação da criança tende a ser mais tranquila. Tente entender ao máximo o projeto pedagógico adotado para acreditar que eles podem, sim, cuidar da educação do seu filho. 

TROCA Conhecer outros pais que estão passando pelo mesmo momento e compartilhar as angústias pode acalmá-lo. Pais que têm filhos mais velhos podem contar como passaram por essa fase com sucesso. 

DIÁLOGO Converse e esclareça todas as dúvidas com a escola. Entre em detalhes, não deixe nada para se preocupar depois, em casa. 

CHORO É comum e seu filho pode repetir a dose por vários dias. Por isso, a sua companhia no início da adaptação é fundamental. Aos poucos, ele vai se sentir seguro e entrar na escola sem dramas. 

DESPEDIDA Você vai, gradativamente, ficar menos tempo com seu filho durante as primeiras semanas na escola. Não deixe que ele perceba o seu sofrimento. 

PACIÊNCIA As crianças têm ritmos diferentes, lembra-se? Na adaptação escolar é a mesma toada: há algumas que levam dias e outras, meses. E você é quem temde entender isso, não ela. 

CULPA Seja qual for a decisão que levou à matrícula, saiba que é comum demais os pais se sentirem culpados. Trabalhar fora ou se esforçar para a criança aumentar seu ciclo social não é um mal que você está fazendo a ela; observe isso sempre.

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A importância de participar na vida escolar do seu filho


Levar e buscar na escola, preparar a lancheira e checar a lição de casa. Se essa é a sua participação na vida escolar do seu filho, é hora de mudar! Uma nova pesquisa americana mostrou que quanto maior o envolvimento dos pais nas experiências escolares das crianças, mais facilidade de fazer amigos elas terão!

Os cientistas acompanharam 1.300 crianças desde o nascimento até o sexto ano do ensino fundamental. Com a observação, eles perceberam que, quanto mais os pais conversavam sobre a escola, visitavam o local, se envolviam com as lições e os trabalhos e incentivavam o progresso educacional da criança em casa, melhores eram as habilidades sociais dos seus filhos. Entre outras coisas, os alunos demonstraram mais autocontrole e comportamento cooperativo. E mais: eram menos agressivos e indisciplinados e tinham menos chance de desenvolver depressão ou ansiedade em excesso.

Segundo a psicopedagoga Silvia Amaral de Mello Pinto, da clínica Elipse (SP), a pesquisa reforça a importância de uma parceria entre a família e a escola. “Os pais têm que ter interesse em acompanhar o crescimento da crianç,a e a escola deve dar abertura e facilitar que esse contato aconteça, pois é aí que o aprendizado se completa”, diz.

Os pais precisam entender, no entanto, que acompanhar a vida escolar não significa apenas cobrar. É muito mais do que isso. É estimular, ensinar, conversar, prestigiar, acompanhar e discutir. A cobrança é a última ferramenta nessa parceria. E todo mundo só tem a ganhar.

Quando a criança se sente ouvida, apoiada, prestigiada, tem mais estímulo para aprender e aproveitar todas as oportunidades que a escola promove. “É no colégio que ela faz amigos, conquista seu espaço no mundo, forma a personalidade e aprende as lições dos livros e da vida”, afirma Silvia.

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Escrever é melhor que digitar


Na sala de casa, você abre o notebook para checar alguns e-mails. Seu filho logo vê a tela e quer brincar, apertar, desenhar. O contato das crianças com teclados acontece cada vez mais cedo e ganha espaço no dia a dia.

Pensando nisso, cientistas noruegueses resolveram estudar a diferença de aprendizado entre crianças que escrevem à mão e aquelas que digitam. A pesquisa, feita na Universidade de Stavang, mostrou que o primeiro é melhor porque envolve muito mais sentidos que o digitar, o que facilita o aprendizado.

O estudo foi feito com dois grupos de alunos. O primeiro escreveu o alfabeto à mão, enquanto o segundo digitou. Ao final do trabalho, os pesquisadores perguntaram se eles lembravam o que havia escrito e o primeiro grupo se saiu melhor.

A explicação dos cientistas é simples. Segundo eles, partes diferentes do cérebro são ativadas quando lemos as letras digitadas e quando reconhecemos as letras escritas a mão. ”Ao escrever, os movimentos envolvidos deixam uma memória na parte sensorial e motora do cérebro, que ajuda a reconhecer as letras e cria uma conexão entre leitura e escrita”, explica Anne Mangen, professora do Centro de Leitura da Universidade.

O papel dos pais e da escola é incentivar todas as áreas do cérebro da criança, principalmente durante a alfabetização. “Ela precisa aprender a segurar o lápis, a desenhar a letra que não está pronta, a ter o domínio do traço. Antes de escrever, ela vai passar o dedinho nas letras em texturas diferentes para perceber sinestesicamente a diferença entre elas, até os menor detalhe entre P e o R, por exemplo", diz Raquel Caruso, psicomotricista do EDAC – Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico. "Tudo isso é muito diferente do simples apertar o botão no teclado, que já está ali, pronto.”

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Mochila: pode carregar tudo?


Os modelos mudam, as opções se multiplicam nas lojas, mas o peso e o tipo da mochila são muito importantes. A maioria das queixas de dor nas costas de crianças em idade escolar tem uma grande vilã: a mochila. Ou melhor, o que vai dentro dela. Além do desconforto e das dores imediatas, carregar peso em excesso traz riscos mais sérios, como má postura e problemas de coluna no futuro

Por isso, confira o que o seu filho está levando na mochila. O total do peso da mochila não pode ultrapassar de 15% a 20% do peso da criança. E os adereços que seu filho também contam nesse cálculo, já que aumentam o peso inicial da mochila.

Outro problema frequente são os ombros arranhados com vermelhões e até mesmo alergias. A solução para isso é escolher um modelo com alças acolchoadas e tecido confortável. As alças, aliás, são duas para serem usadas uma em cada ombro e dividir o peso na coluna. Explique ao seu filho que carregar tudo de um lado só poderá deixá-lo com dor nas costas.

Para escolher a melhor opção, observe na hora da compra como a mochila fica quando ele a coloca nas costas. Se ficar muito abaixo da região dos quadris ou se seu filho precisa levar muitas coisas, os modelos com rodinhas são melhores. Já o cabo da mala com rodas precisa ficar na altura correta para que a criança não precise nem se esticar, nem agachar para puxar a mochila.

Para minimizar o problema:

1) Peso além da conta pode, sim, causar dores nas costas das crianças e distúrbios na coluna, como escoliose e lordose. Algumas escolas disponibilizam armários.

2) O melhor modelo é a mochila de alças largas, pois a carga fica dividida.

3) Não deixe seu filho usar mochilas que já ficaram “frouxas” pelo uso. O impacto é maior nestes casos. Também evite aquelas com uma única alça.

4) Mochilas com divisórias são melhores por que permitem organizar e distribuir os materiais. Livros e cadernos devem ser colocados na parte de trás, rente às costas. Se possível, evite ter um caderno para cada matéria, ou organize o material de acordo com as aulas. Outro alerta: lugar de lancheira é fora da mochila. O ideal é que o peso que a criança carregue fique equilibrado entre o que ela leva nas costas e nas mãos.

5) Se for comprar as com rodinhas, fique atento à altura da alça que a criança vai puxar, para que ela não ande curvada.

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Os limites da lição de casa


João chegou em casa contando para a mãe a solução que havia encontrado para o fim de seu maior drama atual: ele e o colega fariam um “enunciado” para o fim da lição de casa. Do alto de seus 7 anos, ele queria mesmo era dizer “abaixo-assinado”, mas o que importava não era a palavra, e sim o significado que estava dando a ela. Sentindo-se sobrecarregado de tanta tarefa, João só pensa em encontrar um jeito de dar um basta. Sobrou até para o Saci. Após exaustivos dias de muita lição de casa, a professora mandou ler O Saci, de Monteiro Lobato, e, adivinhem: o menino já o encarou como “tarefa chata e exaustiva” e quer ver o personagem bem longe dele.

Lição de casa. Atire aí o primeiro lápis preto quem não se arrepia na hora que ouve essa palavra. Por mais “certinho” que você tenha sido como aluno, aposto que em algum momento você quis mesmo que a hora da lição acabasse logo para fazer outra coisa. É ou não é? Com um filho com mais de 6 anos em casa, você passa ou vai passar esse aperto. (Porque, antes disso, nem pensar! Se houver tarefas para uma criança na educação infantil, que ela seja só um pequeno treino eventual, sem maiores cobranças.) E o tal aperto pode acontecer por razões simples: crianças saudáveis querem sempre transgredir, a falta de tempo é uma realidade e porque, sim, existe lição de casa chata.

A gente carrega este peso com essas tarefas desde o começo do século passado. Foi lá que nasceu a péssima relação desse dever com punição. “Vocês não se comportaram, então vou dobrar a lição de casa de todos”, costumava sentenciar a professora. O mundo mudou, mas o mal-estar continua – e a necessidade do momento de lição de casa também. “O cérebro precisa de um tempo para assimilar individualmente o que foi aprendido em sala de aula. Quando a criança está na classe, o nível de fixação é outro”, diz Marta Pires Relva, professora de neurociência e aprendizagem da Universidade Cândido Mendes – AVM Faculdade Integrada (RJ). Embora o tema esteja na lista de reclamações há tanto tempo, a vida em sociedade hoje complica um pouco mais a história. De um lado, pais que, na maioria, trabalham fora e contam nos dedos as horas por dia que conseguem ficar com os filhos. De outro, crianças mais ágeis e com uma sede de aprender que tem origem – ou estímulos – em outras formas. Para elas, a lição de casa, decididamente, não pode ser como antigamente.

Medida e foco
Uma coisa é mais do que certa: a lição de casa não deve ser motivo de estresse para a criança. Deve ter sua medida certa e faz parte do trabalho do professor mostrar o sentido e orientar a criança. Essa relação anda tão confusa que no Canadá e nos Estados Unidos há grandes movimentos de pais pedindo limites para o excesso de tarefas, pelo direito de a criança “aproveitar a infância”. Não é a primeira vez que isso acontece, mas o dever chegou a ser banido no norte de Toronto nos jardins de infância e em todos os feriados para crianças maiores. Usam como base diversas pesquisas que apontam que não há relação entre quantidade de lição de casa com absorção de aprendizado ou de conteúdo das crianças. “Não há como fazer essa relação porque nosso cérebro é qualitativo e não quantitativo”, diz Marta Relva.

Então, qual seria a medida? Nos Estados Unidos, a Associação Nacional Americana recomenda que o tempo de estudo em casa não ultrapasse os dez minutos no primeiro ano, por exemplo. “O ideal é que comece a ter certa intensidade a partir do segundo, que pode exigir meia hora, depois, 40 minutos, a partir do terceiro, e assim por diante. Tem que ser gradativo”, diz Telma Scott, coordenadora pedagógica do Colégio Sidarta, de Cotia (SP). “E ela vai aprendendo a resolver o que precisa naquele período. Um treino para a vida”, diz.

A tarefa precisa ter um objetivo claro também. “Deve-se perguntar: ela está a serviço de quê? Assim vai ser valorizada em sala de aula e também pelo aluno. Toda lição tem de ter uma função acadêmica e coletiva. Aprender algo sozinho e depois poder levar para o grupo”, diz Cleuza Vilas Boas, diretora do ensino fundamental do Colégio Móbile (SP). O tempo conta muito. Estar no período integral ou ter a agenda cheia pode influenciar muito. “A criança está esgotada? Tem pouco tempo para descansar, brincar ou simplesmente não fazer nada? Se a lição vier depois de uma série de atividades, não há como ela ficar bem.”

Se nós levarmos em consideração de que também o período de lição de casa é aprendizado “para a vida”, ela tem grandes efeitos no treino da concentração. Quem não sente dificuldades em focar sua atenção hoje em dia? Já é um problema, por exemplo, dos executivos. “Quem desenvolver desde cedo essa disciplina de focar em algo, talvez tenha mais facilidade em lidar com um mundo que puxa você o tempo todo para se distrair”, diz Marco Pellegatti, um dos autores de Como Estudar Melhor (Ed. Ide@) e também diretor de pesquisas do Amana-Key, centro de excelência em gestão e formação de líderes. É curiosa, inclusive, uma das primeiras frases desse seu livro. “Transforme o dever numa aventura. Troque a ideia da obrigação ‘rotineira’ do estudo pela ‘aventura diária do aprender’. Encare seu período escolar como uma experiência interessante e uma etapa para a realização dos seus sonhos maiores.” E não é isso que deveríamos ensinar às crianças?
Associar sempre o aprender com o “prazer” pode nos jogar em diversas armadilhas com as crianças. Nem sempre será divertido. “Não adianta dizer que lição de casa vai ser brincadeira, porque não é. Lição de casa é comprometimento”, afirma Marcelo Cunha Bueno, diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender (SP) e colunista da CRESCER. De ambos os lados da criança – na escola, em casa ou com a família – há de se valorizar não somente o conteúdo aprendido, mas também o processo. “As lições de casa não são para ensinar conteúdos, pois os mesmos serão abordados e aprofundados na escola, mas para que a criança venha a se tornar um estudante. Estudante é aquele que associa, relaciona, cria e experimenta”, diz Marcelo. E é imprescindível o cuidado com o retorno da lição por parte do professor. Só assim a criança vai ver sentido no que faz. “O professor tem que explicar claramente o pedido e se preocupar com o que a criança levar para a aula”, diz Telma Scott.

Para querer saber
Os pais também têm de preparar o terreno. “Desde oferecer um ambiente adequado, determinar um horário para haver uma rotina, até conversar com o filho. E nunca cair nos extremos: nem ficar em cima demais da criança, nem simplesmente não ter notícias sobre a lição de casa dele”, afirma Luciana Fevorini, orientadora educacional do ensino fundamental 2 do Colégio Equipe (SP). E os pais podem corrigir se encontram, por exemplo, um erro de ortografia? O ideal é que apenas apontem o caminho, mas que deixem o professor ver a evolução da criança. Ou seja, vale questionar, sugerir que ele confira no dicionário, mas não mandar apagar e dizer qual é a maneira certa sem nenhuma explicação. Também não vale tentar ensinar do seu jeito se o seu filho tiver uma dúvida. Pode ser que os professores tenham explicado aquele conteúdo de outra forma e, em vez de ajudar, você vai acabar confundindo mais a cabecinha dele.

Da educação infantil à pós-graduação, o aprender é motivado pela curiosidade. Se o papel do adulto em casa é o de mediar – e nunca fazer – a lição de casa do filho, ele pode encontrar meios de instigar. “Quando o filho é bem pequeno, é comum os pais oferecerem livros com histórias sobre os temas trabalhados na escola, e param depois. Mas isso marca a parceria que precisa haver entre os dois lados”, afirma Tatiana Sessa, autora do recém-lançado E Agora? Meu Filho Não Gosta de Estudar! (Ed. BestSeller, R$ 19,90). Além de mostrar livros sobre o assunto estudado, há outras alternativas. “Fazendo programações diferentes, ligadas ao que o filho está aprendendo, os pais ampliam o universo cultural e científico em casa. Mas, principalmente para os pequenos, o que conta é a atitude dos pais, o valor de aprender algo”, diz Magdalena Viggiani Jalbut, coordenadora dos cursos de graduação em pedagogia do Instituto Superior Vera Cruz (SP). Vale ir a um museu, a um parque, fazer uma viagem especial ou, quem sabe, uma atividade em casa.

Se você achar que a lição está exagerada – demais ou de menos – ou pouco estimulante para o seu filho, não deixe jamais de conversar com a escola, pois é algo fundamental. De qualquer maneira, é hora de pais e professores encontrarem um jeito de tirar o peso ruim que paira sobre a lição de casa, e transformá-la em algo desafiante e de valor.

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Como levar o material escolar na mochila corretamente


O maior problema na hora de carregar tudo o que é preciso para a escola é o excesso de peso na mochila. Segundo os especialistas, a criança não pode ter mais do que 10% do peso dela nas costas e 5% nas mãos. “O uso incorreto da mochila não causa deformidades na coluna, mas pode agravar uma condição já existente (como escoliose ou lordose)”, diz Lucas Leite Ribeiro, ortopedista do Hospital São Luiz (SP). Os principais sinais de que seu filho está levando muito peso são dores nos ombros e nas costas e má postura (ele vai andar curvado). Veja como evitar o problema:

• A mochila de costas deve ter duas alças bem largas e acolchoadas, que precisam ser usadas sempre juntas, e, de preferência, um cinto abdominal, para fixar a mochila no lugar e deixá-la bem próxima do corpo.

• O ideal é que ela fique bem no meio das costas, apoiada na coluna lombar, para não sobrecarregar os ombros e a própria lombar.

• Se o seu filho precisa carregar mais do que 10% do peso, é melhor optar pela mala com rodinhas, que deve ser levada com uma mão e na posição vertical. A criança não pode se curvar para carregá-la.

• Coloque na mochila só o que será usado naquele dia. Se precisar mandar um brinquedo, dê preferência aos mais leves.

• Na hora de organizar o material, deixe o que for mais pesado próximo do corpo, na parte de trás da mochila, para que o peso não faça a criança se curvar. Distribua o resto de maneira uniforme.

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Cuidados com a saúde das crianças no tempo seco


“Atualmente, uma em cada cinco crianças têm algum tipo de alergia, e, quando o tempo fica seco, as alérgicas, que têm rinite ou asma, por exemplo, são as que mais sofrem com os desconfortos respiratórios”, diz o pediatra Cid Pinheiro. Tosse, coceira no nariz (em crianças menores pode até ocorrer casos de sangramento nasal), espirros, garganta seca e falta de ar são as manifestações respiratórias mais comuns", diz.

Nas grandes cidades, a situação se complica ainda mais. Isso porque mais partículas de diversos tipos ficam no ar e são inaladas, como os ácaros, o enxofre que sai do escapamento de veículos, poeira e restos de materias queimados.

O que fazer?
Para evitar ou minimizar esses problemas, é preciso alguns cuidados. Em primeiro lugar, fique atenta com a hidratação das crianças. É fundamental oferecer bastante líquido. Água, sucos, água de coco e chás são boas opções. Mas alguns alimentos são também importantes. De acordo com Milton Mizumoto, nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), frutas ricas em líquidos, como melão e melancia, devem fazer parte do cardápio. Laranjas e outras que têm vitamina C são aliadas para reduzir as crises de rinite, mais frequentes com a baixa umidade. Alguns alimentos, no entanto, devem ficar longe do cardápio de filhos e pais, caso das frituras e industrializados. Abuse dos legumes e verduras no preparo da comida das crianças. Se o bebê mama apenas no peito, convém oferecê-lo mais vezes.

Outra dica é colocar soluções fisiológicas no nariz da criança e fazer inalações somente com soro para aliviar o desconforto respiratório. Se a irritação for nos olhos, vale pingar algumas gotas de soro e fazer uma limpeza para umidificar o local. Em casa, a higiene do ambiente com pano úmido no chão e nos móveis é fundamental para eliminar o acúmulo de poeira e evitar crises de alergia. Também é importante manter os ambientes arejados, seja com umidifcadores (em perfeito estado), toalhas molhadas ou baldes de água (longe do alcance das crianças). Evite, ainda, lugares fechados, com aglomeração de pessoas, como shoppings, mercados e cinemas.

A pele também merece atenção. Evite banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e verfique com o pediatra do seu filho se é caso de ele usar um creme hidratante. Lembre-se também de que as atividades físicas ao ar livre não devem acontecer entre 10 e 16h, quando o tempo está mais quente e o ar, mais seco.

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